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quarta-feira, 6 de junho de 2018

O desmame




A Clara tem quase 16 meses e, como sabem, ainda mama. Não usa chupeta e adora mamar. 
Há dias em que mama menos, há dias em que mama mais, há dias em que passa a noite à mama...
Estou cansada! Cansada de não dormir. Cansada de ter condicionantes no que como ou bebo. Cansada de a ter pendurada em mim a toda a hora. Cansada de condicionar o que visto.
Cansada...
Mas, ao mesmo tempo, adoro a cumplicidade que temos e aqueles momentos de mimo só nosso.
E sou incapaz de lhe tirar a mama sem sentir que ela está emocionalmente preparada
para esse "afastamento". Não acredito que algo abrupto possa ser bom.
Sem falar no bem que sei que lhe faz...

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Feliz dia da criança

A minha "moleca" ;o)


Ser criança é ser sonhador, ser liberto de conceitos e preconceitos, é ser livre de amarras,
imposições, limitações sociais. Ser criança é ser inocente da maldade do outro, mas também sincero na sua própria maldade. Ser criança é ser verdadeiro, é ainda não ter sido corrompido. É correr, saltar, pular, gritar, gargalhar. É brincar quando se tem vontade, expressar irritação, incompreensão, frustração, alegria e o mais puro e verdadeiro amor, da forma mais simples, honesta e direta
possível. É precisar de quem os guie, os instrua, os direcione no caminho certo.
Mas também, e principalmente, é precisar de quem os ame incondicionalmente.
De quem os ensine, mas também esteja disposto a aprender com eles.

sábado, 19 de maio de 2018

Ainda sobre estes dias fora




Como vos contei aqui, estivemos alguns dias de mini-férias e foram maravilhosos!
Foram maravilhosos porque mudar de ares é sempre bom, porque o sítio para onde fomos era maravilhoso e porque estarmos todos juntos todo o dia e a fazer coisas giras é muito bom.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Dica para passeio em família




Venho deixar-vos uma dica para passeio em família.
Claro que a dica não é o oceanário, passeio mais que óbvio para fazer com crianças.

domingo, 13 de maio de 2018

Paris pós atentado - manter ou não a viagem?



Ontem passei parte da noite acordada. A pensar se manteríamos ou não a viagem...
A primeira coisa foi verificar se o voo e hotel eram reembolsáveis (é claro que a parte financeira importa). Nada é reembolsável...
Bom, mas qual o meu nível de medo/desconforto com a viagem? Não tenho medo de ir, francamente não tenho. Tenho é de levar os miúdos. Não consigo imaginar que algo de mal lhes possa acontecer!!! Tal como qualquer pai. Mas são 5 dias inteirinhos... Não os posso deixar tanto tempo. Não só pelas saudades que eles terão nossas, pela amamentação da Clara ou pelas saudades que teremos deles, mas porque ninguém aguenta ficar 5 dias inteiros com os dois em casa! Não temos logística para isso! E não deixaria cada um numa casa. Para mim é impensável separá-los tantos dias.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

quinta-feira, 10 de maio de 2018

O eterno dilema





Para mim, como mãe a tempo inteiro, e, acho, para todas as mães, um dos eternos dilemas é a gestão do tempo. Para quem pensa que por estar em casa temos mais tempo, desengane-se! Rende-me muito mais meia hora sozinha do que três com eles (a nível de produtividade, claro!). Porque eles requerem e querem atenção. Porque querem brincar. Porque fazem traquinices para chamar a nossa atenção...

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Filho, tenho saudades de quando éramos só nós dois



Em primeiro lugar, deixa-me dizer-te, apesar de o saberes, que não troco este caos por nada. Não troco a presença da tua irmã na minha vida. A presença da tua irmã na vida do teu pai. A presença da tua irmã na tua vida ou a tua presença na vida dela. Somos mais felizes e mais completos assim!
Mas tenho saudades de quando éramos só nós dois. De quando tudo era mais tranquilo. De quando havia mais tempo. De quando passávamos os dias juntos a aproveitarmo-nos um ao outro. De quando acordavas tranquilamente e eu via aquele sorriso que me iluminava o dia e enchia o coração. De brincarmos com muita calma. De absorver cada bocadinho de ti. De ter tempo. De ter calma. De ter paciência.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Eu, eu,eu. Meu, meu, meu...






Cá por casa, andamos numa fase em que muito se ouve "É meu. 
Meu, meu, meu." E a mana responde "É minha, minha...".
Pois é, os dois nesta fase tão egocentrada, em que tudo é eu e meu...
Nem sempre é fácil, mas já nos vamos habituando e sabendo gerir.
Chegam a um ponto em que já nem sabe o que querem. Querem apenas!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Ser feliz com pouco, mas com muito




Com os filhos passamos a ter certeza de que podemos mesmo der felizes com pouco.
Quando falo em pouco refiro-me a dinheiro, obviamente. 
Porque eles podem ter coisas que não serão necessariamente felizes. 
Do que adianta uma bicicleta cara e gira (para os pais, claro) ou dos bonecos da moda, se não passarmos o nosso tempo com eles para os ensinar a andar, a cair e a levantar?
Do que adianta uma bola XPTO, uma casinha de bonecas linda 
ou um carro telecomandado se for para ficarem em exposição?

quinta-feira, 29 de março de 2018

Igualdade de género




Vi este vídeo aqui, onde colocam vários casais de meninos e meninas a desempenharem a tarefa de separar bolas azuis e rosas. No final, para recompensa, entregam um copo de gomas cheio para os meninos e a meio para as meninas (gomas... o açúcar como recompensa?!? Sério?!?! Mas isso é tema para outra conversa!). Depois explicam-lhes que a recompensa da menina é menor por ser menina. Esse também é um ponto de análise. É diferente dizermos que o menino tem uma recompensa maior por ser menino. Estaríamos a dizer que há vantagens em ser-se homem. Mas ao dizermos que a recompensa é menor por ser menina, incutimos que há quase um castigo, porque ser menina é algo negativo . Não que advenha daí reações negativas, tais como a do exemplo do exercício, mas estamos a incutir nas crianças que ser-se mulher é mau, por si. Depois vemos as reações das crianças a entenderem que desempenharam a mesma tarefa, que a recompensa tem de ser igual para ambos e, caso contrário, será injusto. Eles próprios resolvem o problema e dividem “irmãmente” as gomas. No final nos perguntam porque aceitamos isso, se as próprias crianças não o aceitam.
Aceitamos porque passamos a vida a ouvir isso. Porque nos habituámos a ouvir e calar. Porque uma mentira muitas vezes repetida se torna verdade. Não vamos mais permitir que essa mentira se enraíze em nós, em nossos filhos. Meninos e meninas são diferentes. Mas isso não importa. Porque não têm de ser iguais. Mas as suas oportunidades têm de ser iguais! Os seus direitos têm de ser iguais! As suas obrigações têm de ser iguais!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Os olhos azuis do Vicente



O Vicente nasceu com olhos azuis. Eu tenho olhos castanhos. O pai tem olhos castanhos. 
Parece-me óbvio que para isso acontecer, sendo ele nosso filho biológico, teria de haver nas cinco gerações anteriores essa descendência. E obviamente que há. A minha sogra tem olhos verdes, a minha cunhada tem olhos azuis, a minha mãe tem olhos verdes (e é a única dos quatro filhos), a avó do J tinha olhos azuis, as tias da minha mãe tinham olhos azuis, o avô tinha olhos azuis. 
Portanto, a probabilidade de termos filhos com olhos claros é até grande.
Até aqui tudo muito bem. 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Lanches saudáveis




Quem tem filhos sabe o quão importante é conciliarmos uma alimentação saudável e saborosa. 
Que queremos sempre dar o nosso melhor para eles, mas que o tempo é escasso e, por mais que queiramos, os dias não dão para tudo e todas as ajudas são bem vindas!
Encomendamos aqui alguns bolinhos para o lanche cá de casa. 
Estes são sem açúcar, super saudáveis e saborosos. Os miúdos adoraram!

Ao melhor pai do mundo


A este pai que foi pai comigo na primeira gravidez, que sonhou intensamente com o nosso Francisco e que também sofreu profundamente quando o perdemos. Que, mesmo sabendo que podia não dar certo, sonhou na segunda gravidez e sofreu com a segunda perda. A este pai que fez exames e iniciou tratamentos, que estava ao lado desta mãe para tudo, no sonho de ser pai. Ao lado desta mãe que queria muito ser mãe mas que queria muuuuuito que ele fosse pai, porque já o sabia como o melhor pai do mundo. A este pai que foi o primeiro a saber que estava tudo bem com a gravidez do Vicente e que me liga em lágrimas com a notícia. A este pai que, apesar das dificuldades de uma gravidez tão próxima da outra, ficou muito feliz com a gravidez da Clara.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Brigas de irmãos



A minha filha adora brincar com carrinhos. 
E eu não tenho problema nenhum com isso! Mas o irmão tem... 
É que ele adora - ainda mais - os carrinhos. E os carrinhos são dele. 
Já pensei em comprar carrinhos para ela. Mas ele vai continuar a achar que são dele. 
Porque, para ele, tudo é dele ele tem alguma dificuldade em partilhar as coisas de que gosta mesmo. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

A importância de momentos a dois




Bem sei o quão agarradas ficamos aos nossos filhos e o quão difícil é nos separarmos deles. 
A primeira noite que passei sem o Vicente ele tinha uns 5 meses e meio. Fomos comemorar o nosso aniversário de casamento, num hotel fabuloso (como vos contei aqui). Eu juro que pensava que não estava assim tão ansiosa... Até que, na véspera, estava uma bruxa refilona e o J diz-me que se eu não estivesse preparada podíamos cancelar. Insisto que não, que estava tudo bem e, de repente e sem aviso (surpresa só para mim mesma...), começo a chorar.... Estava tão nervosa que nem mesmo percebia (ou queria perceber...).




Fomos. Soube-me maravilhosamente! Fez-nos muito bem! Depois disso, repetimos a experiência por duas vezes grávida da Clarinha. Depois de ela nascer (ela já está com 13 meses) ainda não o tínhamos feito. Porque me custava deixar dois. Sei que não é fácil cuidar de dois bebé! Mas a minha mãe já está super habituada e a outra avó também. Temos toda a gente super disponível e esta rede é TÃO importante!!!

quinta-feira, 8 de março de 2018

Feliz dia da mulher



Sempre fui daquelas que defende com unhas e dentes o direito à igualdade de género.
No que toca a ordenados equivalentes, no que toca a liberdades iguais, mas também no que toca a liberdade para comportamentos iguais, a maridos que desempenham as mesmas tarefas em casa, a pais que desempenham suas funções como pais, tal como as mães.
Mas, que fique bem claro que isso não implica a falta de cavalheirismo, muito pelo contrário!
Depois de ser mãe, essa missão tornou-se ainda mais importante. Porque tenho uma filha para quem devo deixar o meu contributo para um mundo mais igual. Mas, para além de ensinarmos as nossas filhas a reivindicarem os seus direitos e fazerem por onde serem ouvidas e respeitadas, a nossa missão tem de passar por educar melhor os nossos filhos. Não vale a pena querermos um mundo mais igual para as nossas filhas e continuarmos a educar os nosso filhos com ideias de que um homem deve ter muitas mulheres porque isso é ser "garanhão" e as mulheres devem ser "castas", um homem não chora, as nossas noras devem ser as verdadeiras donas de casa e abrir mão das suas carreiras em prol da família, da carreira dos maridos ou dos filhos, ou brincadeiras que podem parecer inocentes, como as de que seremos leoas defensoras dos nossos filhos e as suas mulheres terão de nos enfrentar.
Esse tipo de comportamentos, por mais brincadeira inocente que possa parecer, apenas promove a disparidade na liberdade de comportamentos e mesmo de pensamentos entre homens e mulheres. Como bem sabemos, as crianças aprendem por imitação e, se queremos um mundo diferente, temos de começar por mudar os nossos comportamentos e sermos um exemplo melhor.

terça-feira, 6 de março de 2018

O terceiro filho



Lembro-me de nos primeiros dias do Vicente chorar copiosamente e o João, muito aflito, me perguntar o que tinha e, entre soluços, responder que era uma coisa boa, mas que o amor que me inundava o coração era demasiado grande para caber em mim. Que me doía e que não sabia como gerir esse amor que, de tão forte, me assustava. Hoje já sei o que é este amor. Já o conheço, mas continua a ser demasiado grande e intenso para que o entenda e para que caiba em mim. Sinto o mesmo quando olho para a Clara, mas já o consigo gerir. Já vou sabendo viver com o coração fora do peito, duas vezes. Mesmo assim, ainda me surpreendo com o quão forte esse amor pode ser. Ainda me ultrapassa a lógica o quão unidas somos quando os nossos olhos nos ligam às nossas almas enquanto a alimento e aconchego no meu peito.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Estou "em brasa"



Tal como no Vicente, a nossa médica ouviu um "sopro" à Clara e, por mais que não parecesse significativo, para ficarmos todos tranquilos, indicou um ecocardiograma. Tal como no Vicente, não é nada preocupante. Há, de facto, um espaçamento que ainda não fechou, mas que vai fechar. Isso foi a indicação dada pela médica especialista (Dra Isabel Menezes - Instituto do Coração - Carnaxide), que nos foi recomendada especificamente pela nossa médica. Acredito que seja muito boa (na sua área) e espero que assim seja.
Mas saí de lá agora absolutamente "em brasa"!!!

Conto-vos o que aconteceu: