Quem já nos conhece há mais tempo, sabe a nossa história e como surgiu o blog.
Para quem nos conheceu agora, vou resumir:
Eu estava casada há dois anos quando engravidei pela primeira vez. Parecia-nos tudo bem, até à ecografia das 12 semanas, quando percebemos que alguma coisa de muito errada se passava. Simplificando MUITO, percebemos que o nosso filho, o Francisco, não teria condições para sobreviver (já era estranho a gravidez ter chegado tão adiante), tinha uma translocação cromossómica não equilibrada (com trissomia e monossomia). Percebemos que essa translocação era herdada de mim (que a tenho equilibrada - e desconhecia até então - mas que não tem qualquer implicação para a minha vida, apenas na descendência, já que a probabilidade dos bebés terem translocações desequilibradas ou abortos de repetição é elevada). Às 15 semana, tivemos de nos submeter a uma interrupção médica da gravidez.
Um ano depois, enquanto o nosso processo ia para o Porto e nós fazíamos viagens constantes para exames, para um possível e eventual diagnóstico pre-implantatório, voltei a engravidar e, às 10 semanas, numa ecografia, soubemos que o bebé já não estava vivo. Dois meses depois, voltei a engravidar. Dessa gravidez, com imensos medos, ansiedades e tristezas, mas uma incrível força que todo esse processo nos deu, resultou o nosso Vicente. Um menino LINDO, sem qualquer translocação. A maior de todas as gratidões! A maior das surpresas foi, aos 7 meses e meio do Vicente, ter ficado grávida novamente! Uma menina LINDA! A nossa Clarinha, com a mesma translocação que eu e uma futura batalha a travar, com a esperança de que, até lá, a ciência tenha evoluído o suficiente para que ela não tenha de passar pelo mesmo que eu!
E aqui estamos, o Vicente com 26 meses, a Clara com 10 e eu como mãe a tempo inteiro, desde o nascimento do Vicente. Com dois bebés em casa e com a recente (e ainda gradual) entrada do Vicente para a escola e com projetos para regressar ao ativo.